Tem gente que só procura terapia quando o casamento acaba, quando a ansiedade paralisa, quando o filho começa a repetir os padrões que ela mesma tentou esconder. Mas, às vezes, o que mais precisa de cuidado não está gritando, está silenciado dentro de você há anos.
A maioria das minhas pacientes não chega dizendo: “quero curar minha criança interior”. Elas chegam dizendo:
“Eu não me reconheço mais.”
“Eu sou forte, mas estou exausta.”
“Eu perdoo, mas não esqueço.”
“Eu amo, mas não confio.”
E por trás dessas frases, o que existe é uma alma engasgada, cheia de sentimentos que foram abafados por sobrevivência.
A menina que foi ignorada aprendeu a ser útil.
A mulher que foi traída aprendeu a controlar.
A esposa que foi silenciada aprendeu a calar também o próprio coração.
E aí seguimos… fingindo maturidade quando, na verdade, o que fizemos foi construir uma armadura em cima da dor.
Mas a dor não desaparece quando é ignorada.
Ela só muda de lugar: vira culpa, rigidez, insônia, raiva crônica, falta de libido, relações frias, ou relações viciadas.
A boa notícia?
Existe um caminho de volta.
Não para o que você era, mas para o que você ainda pode se tornar.
Talvez você ainda ame alguém que não está mais na sua vida.
Talvez esteja casada, mas emocionalmente sozinha.
Ou talvez já tenha feito de tudo… e ainda assim sente que algo está travado.
Esse blog nasce desse lugar: da coragem de olhar para o que dói.
E da fé de que é possível reconstruir de dentro pra fora.
Se essa jornada faz sentido pra você, fica comigo por aqui e também me siga no instagram.
Vamos falar de vínculos invisíveis, da força da oração, dos buracos deixados pelos pais, dos pactos inconscientes com o sofrimento… e da beleza de se libertar com verdade.
Porque há algo sagrado em se permitir recomeçar.
